2.1. “Ele” está presente em todos os momentos e em todos os locais: quando o sujeito poético vai sair para ir dar aulas; quando, “lá fora”, está com os colegas em reunião; ao fim do dia, quando regressa a casa; durante “toda a noite”, no seu leito.

2.2. As comparações utilizada nas descrição de “Ele” são “Mas o seu hálito / Marcou-me, frio como o tato duma espada.” (versos 9-10); “Ele faz frio e luz como um luar…” (verso 19) ; “O seu olhar, então, fuzila como um facho .” (verso 33); “Suas asas sem fim vibram no ar como um açoite…” (verso 34) .

2.2.1. Alguns exemplos das palavras que traçam um retrato desagradável do papão são: frio (duas vezes), espada, fuzila, facho, açoite.

  1. A presença do Papão provoca atrapalhação ( “me atrapalho”, “Gaguejo” ), medo e angústia ( “pálido / Com a garganta fechada” ), dor ( “me doem”, “ferindo-me” ), cansaço e agonia ( “ah, que maçada e que agonia!” ).
  1. A identidade de “Ele” é revelada na última estrofe.

4.1. Resposta possível: “Ele” é, afinal, o próprio sujeito poético (a sua imagem refletida no espelho). Poderemos interpretar o poema como uma reflexão sobre o facto de muitos dos medos que nos atormentam serem apenas o resultado de uma visão errada, distorcida da realidade, estando nas nossas mãos a possibilidade de deles nos libertarmos.

  1. a) V
  2. b) F (todas as estrofes são quadras)
  3. c) F (o n.º de sílabas métricas é variável)
  4. d) V
  5. e) F (na última estrofe, há rima interpolada e emparelhada – abba
  6. f) V

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